Instituições
As Academias
Duas instituições centárias, guardiãs das belas artes no mundo lusófono.
Brasil
ABBA
Academia Brasileira de Belas Artes
1948
Fundação
100
Imortais
Academia Brasileira de Belas Artes
Fundada em 20 de abril de 1948, no Rio de Janeiro, em sessão realizada no Hotel Palace Avenida liderada pelo artista, poeta e intelectual José Venturelli Sobrinho. Entre seus membros fundadores estão figuras notabilíssimas da arte brasileira, como Alfredo Galvão, Leão Velloso, Quirino Campofiorito, Oswaldo Teixeira e Cândido Portinari — hoje patronos de cadeiras.
Reconhecida como órgão consultivo do Governo Federal pela Lei nº 1.101/1950 e entidade de utilidade pública para o Município do Rio de Janeiro, sua principal missão é conferir reconhecimento público e “imortalidade memorativa” aos mais altos valores das artes plásticas e visuais do Brasil.
À maneira da Academia Francesa, a ABBA é composta por 100 membros efetivos e perpétuos, os imortais, cuja sucessão em uma cadeira ocorre apenas após o falecimento de seu titular.
Em 23 de dezembro de 2023, a ABBA celebrou seu 75º aniversário empossando 12 novos acadêmicos em cerimônia solene no Clube Naval, no Rio de Janeiro — entre eles Péricles Gandi do Valle, titular da Cadeira Livre nº 46, um dos Neófitos deste projeto.
Academia Nacional de Belas-Artes de Portugal
Fundada em Lisboa por decreto da Rainha D. Maria II, em 25 de outubro de 1836, sob o impulso do político liberal Manuel da Silva Passos. Instalada numa ala do extinto Convento de São Francisco da Cidade, onde permanece até hoje, foi posteriormente renomeada Academia Real de Belas-Artes (1862).
Após reformas sucessivas, foi restaurada em 1932 com sua designação atual, tornando-se pessoa coletiva de utilidade pública tutelada pela Secretaria de Estado da Cultura de Portugal. Seu prestígio assenta em uma missão tripla: apoiar a investigação artística, colaborar na classificação e conservação do patrimônio e reunir os principais expoentes das artes nacionais.
Editora da prestigiada revista Belas-Artes e do Inventário Artístico de Portugal, a ANBA mantém uma vasta biblioteca com mais de 50.000 volumes, alguns datados do século XV, e concede prêmios anuais — entre eles o Prémio José de Figueiredo e os Prémios Aquisição de Arquitetura, Pintura e Escultura.
Seu estatuto limita o número de acadêmicos efetivos a vinte, num círculo de seleção discreto e criterioso, que hoje abriga uma geração de Neófitos chamada a participar desta exposição binácional.
Portugal
ANBA
Academia Nacional de Belas-Artes
1836
Fundação
20
Efetivos